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Almas de Poetas

Asas



Asas

(Cordel em décimas)


Vejo esse suave toque de seda
Borboletas pousando nas rosas
Pétalas se abrindo generosas
Mostram o mel que lá se hospeda
É troca de amor qual labareda.
É um êxtase intenso e sublime
Tentar interromper é um crime
Às vezes sem forças podem cair
Cansadas nas flores e sucumbir
Na eterna e bela união que prime.

A natureza em jardim florido
Em busca da matiz em cor
Colorindo nessa magia o amor
Tocando harpa em som sustenido
Pra nunca ser na vida esquecido
Milhões de seres da floresta
Que no sortilégio a vida empresta
Comemorando a felicidade
Vivendo livres na eternidade
Com sonhos refletidos nessa festa.

Nas flores de seda quero deitar
Afundar na cama colorida
Desfolhada como margarida
Pétalas voando pra te cativar
Sob os raios do sol a cintilar.
Não há nuvens no belo cenário
Ouve-se o trinado do canário
Pouse bela borboleta gentil
Deixe o meu caule se tornar febril
Torne esse momento legendário.

Só magia na floresta encantada
Nos rituais dos acasalamentos
Renovando a vida nos momentos
Em cada especie ali perpetuada
Na profusão a vida é delicada
A natureza traz a nova vida
Em todos voos ela é sentida
Seguindo o vento maravilhosa
Em cada canto nasce uma rosa
Pra dar ao colibri a acolhida.


By Lully e Domfiuza.











O meu brinde



O meu brinde


Do terraço em frente ao mar,
vejos os astros reluzentes
e, então, vou brindar!
Sim, brindarei, vou saborear
os amargos convites da vida,
brindo à poeira que as estrelas
estão jogando em mim,
às lembranças de suspiros frementes,
palavras não ditas,
beijos que aconteceram,
mas se perderam no tempo.
Brindo aos olhos que amei,
aos cabelos que acariciei,
ao corpo que tanto foi meu!
Brindo ao cálice vazio,
até o vinho acabou...
E brindo, sim, ao amor,
que agora se foi...
no presente, mas o meu
brinde é ao futuro!


Lully



Toque de mar



Toque de mar


O meu corpo é barco sem rumo
Faminto, nas velas da tua nudez
Navego, em silêncio no mar
Que me olha espantado
Dando-me um casto sorriso
Nos lençóis de verde cetim.

Sem estrela ao amanhecer
Deixas-me mergulhada
Num sono de gotas de orvalho
Peixes e conchas de esmeralda
Deitam-se na minha pele orvalhada
Não quero acordar!

Mas nas ondas do desejo
Eis que chegas e me tocas
Com mãos de amar
E deixas na minha boca
Sedenta e macia
Todo o amor que quis alcançar.


Lully




Te quero


Quero te mandar flores,
flores de grande paixão,
envolvidas no meu coração
com pétalas repletas de amores.

Quero te mandar meu coração,
embrulhado em papel de linho,
com laço azul da minha paixão
Todo o meu amor e meu carinho.

Declaro meu amor, minha querida,
quero dizer que eu te amo tanto,
que você é mulher da minha vida
É a musa maravilhosa do meu canto.


By Domfiuza.


Flores amantes


Essas flores vou cultivar,
No jardim do meu coração,
Com lágrimas vou molhar,
Que é o orvalho da emoção.

Nesse jardim ainda verá,
Mais flores ao seu redor,
Você com cuidado as colherá,
são as sementes do nosso amor!

Pois ele é tão grande e forte,
Que até as rimas florescem,
Que seu verso sempre transporte
Esses carinhos que resplandecem.

By Lulli



















Toque de paixão


Toque de paixão

(Quinteneto)


Acordei com a tua falta!

No escuro o medo me assalta,
sinto ainda o teu calor em mim,
rolo nos lençóis de cetim,
na inquietude do sem fim,
todo o meu corpo te exalta.

Levanto e olho o nosso jardim,
vazia, sem ter o teu abraço.

Ausência fere como aço,
sem tuas mãos que aquecem,
abrindo-me quando descem,
loucuras sem fim, conhecem,
sem nunca mostrar cansaço.

Carícias gostosas tecem,
tua umidade acaricia,
os sentidos estremecem.

Dança de pura harmonia,
dedos deslizam devagar,
procurando sempre aguçar,
essa volúpia sem cessar,
com essa forte ousadia.

Difícil não desabrochar,
como rosa perfumada,
no teu amor faço morada,
descansando ao te amar.

Sinto-me assim tão amada,
na nossa cumplicidade,
a paixão é tempestade,
canto ao vento a saudade
para o céu cor de granada.


By Lully


Conheça as regras do Quinteneto
clicando no link abaixo






















Te amo muito menina.


Essa distância me mata,
quase morro de saudade,
para ter felicidade,
ficar com a minha fada
a minha delicia amada.
Ficar longe é sofrido,
não quero ser consumido
preciso do seu amor,
provar todo o seu sabor
pra tudo ser absorvido.

Vou célere para seu quarto,
como se eu fora o vento,
te envolver em meus braços
e beijar em pensamento.
Te ver dormindo na cama,
do jeito que a gente ama
querendo esse momento.

Te querer é meu motivo,
só existo pra te amar,
o meu amor é cativo
isso eu posso afirmar
somente por ti eu vivo,
mas preciso te encontrar.

Viver assim tão distante,
faz meu coração sofrer,
mas meu amor é bastante
pra esperar por você.

Um dia eu irei te buscar,
com sorriso confiante
pra nossa vida mudar.

Te amo muito menina.


By Domfiuza.









b



Sob o luzir das estrelas


No olhar guardo o brilho das estrelas *
Pois com elas, à noite fui dançar,
Procurando nas notas singelas,
Sob a luz da lua, o meu amor abraçar

Quero na tua dança, um enlace de amor, **
Vibrar em teu coração em notas de vida,
E renascer ao sol do teu lindo esplendor
Na pureza desta nossa intensa acolhida.

Quando te encontrar deixa-te perder *
No mundo desse meu belo sonho
Sem ter, num prematuro amanhecer,
Um despertar tão vazio e tristonho.

Os nossos sonhos se tornarão realidade, **
Em pleno céu de amor que nos sublimam
No ápice dos nossos beijos de felicidade
Ao clima de nossas almas que se afirmam.

Quando o sol iluminar a noite *
Ou a lua brilhar na luz do novo dia
Bastaria o teu beijo como açoite
Para voar com asas de fantasia.

Voa livre em minhas monções, em enlevos, **
E deixa teus lábios me escolher sem medo.
Na intimidade dos nossos tatos em relevos
Doando-nos ao amor, sem limite e segredo.


*Lully e ** Giovanni















Cordel quixotesco



Cordel quixotesco


Imaginei de repente
Poder fazer um cordel
É coisa de gente grande
Para mestre e bacharel
Ou quem domina o verso,
Mas isso já vem de berço
Pra quem já é menestrel.

De pensar morreu um burro
Pode até ter sido dois
Preciso ser bem mais rápida
Senão fico pra depois
Não tem muié cordelista
Quando aparece é artista
Por isso eu digo, pois, pois.

A jornada é bem difícil
Pensei entrar pro cangaço
Encontrar cabra da peste
Que me acompanhe no laço
E me ensine o tal cordel
Pois sou cobra cascavel
Cuspindo fogo e aço.

De repente apareceu
Um cangaceiro gentil,
Que veio não sei de onde
E ofereceu seu cantil
Um bonito cabra macho
Quase que eu me esborracho
Quando eu vi seu fuzil.

Não tinha só essa arma
E eu fiquei bem curiosa,
Pois nas costas aparecia
Uma asa tão formosa
A prece foi bem ouvida
Me senti agradecida
Por ser tão habilidosa.

Fui escrever no papel
As dicas que ele me disse
Padim Ciço abençoou
Essa minha maluquice
Paulista que faz poema
No cordel quer outro tema
Mesmo que na quixotice.


By Lully





Ode ao amor e à poesia

Villanella

Eu vejo o teu olhar brilhante
Que nesse doce amor aflora
Venha ser meu belo amante
Antes que chegue a aurora.

Na ode à paixão me cante
Sem nem se lembrar da hora
Eu vejo o teu olhar brilhante.

Declame poeta galante
Uns versos à tua senhora
Venha ser meu belo amante.

E sob o céu cintilante
Na bela lua protetora
Eu vejo teu olhar brilhante.

Olho a estrela dançante
Piscando provocadora
Venha ser meu belo amante.

Que a poesia se agigante
Com minha voz sonhadora
Eu vejo o teu olhar brilhante.

Nas rimas tão excitantes
Voando pelo tempo afora
Venha ser meu belo amante.

O que mais desejo

O que mais desejo


O que eu mais desejo
ninguém pode comprar.

Pois eu quero sentimentos,
palavras escolhidas com amor,
pensamentos como flores,
presenças suaves como rosas,
sonhos que voem até as árvores,
canções que alcancem
as estrelas e façam dançar
as estátuas e que murmurem
palavras doces aos ouvidos
dos amantes sob a luz da lua.

Eu necessito de poesia
aquela magia que envolve o
ser como um manto de veludo,
que faz desaparecer a dureza
das palavras e que desperta
paixões e cores novas.

Deliciar-me em versos e rimas
como notas encantadas,
escritas com a pena da ternura
nos compassos de uma harpa celestial!


Lully



Holocausto do amor

Dueto




Pelo teu amor eu tudo trocava
Até meus íntimos segredos
A qualquer coisa eu renunciava
Afugentando todos os medos.

O destino às vezes nos faz sofrer
Conduz a vida em outra direção
Mexe nos sentimentos de querer
Mudando os desígnios de paixão.

A ti oferecia esse meu coração
Meu corpo, minh´alma, sem receio
Tudo te dava sem hesitação
Desde que eu sentisse o teu anseio.

O holocausto do amor em fogo
Em promessas de passadas vidas
São paramentos da alma em rogo
Desfolhando todas margaridas.

Quando rimas floridas eu aprender
Com ternura e muita suavidade
No teu corpo eu vou escrever
Um verão de paixão de verdade!

O amor recicla, é inusitado
Faz sempre coisas imprevisíveis
Mas no fim de tudo é compensado
Com novos momentos tão incríveis.


By Lully e Domfiuza.

Asas quebradas



Asas quebradas


Aprendi a voar, e voei lá bem alto
As minhas asas eram pequenas
E aos poucos foram ficando maiores...

Como era lindo voar pelo céu
Voltear as árvores, subir,
Subir cada vez mais alto
Deixar-me levar pelo vento
E saborear os perfumes do ar,
Naquela liberdade inebriante.

Sentir aquela felicidade
Do amor, verdadeiro amor,
Encher o coração e os sentidos
Até o âmago da alma
Com aquelas emoções especiais
Que só os sonhos sabem oferecer!

Até que alguém me agarrou,
Me sacudiu como uma folha d´outono
Precipitando-me ao chão.

Quebraram as minhas asas
Por ter ousado demais
Por ter voado alto demais!

O meu voo agora é rasteiro
Quebraram as minhas asas
Mas não o meu coração
Ele se levanta ainda mais alto.
Cheio de amor e paixão
Mesmo com asas quebradas.


Lully

Lulli



Singela homenagem à Poetisa Lulli






L írios brancos florescem em teu jardim

U ma suave brisa,incenso doce de flores


L eva,lentamente, para bem longe de mim


L embranças vagas sentidas de meus amores


I déias soltas de uma saudade sem fim...






Antonio Carlos Santos Rocha (Seminale)

Acredito no amor


Quisera eu que a lucidez fosse somente, a convenção social que define a linha entre o monótono e o diferente, ou que sua falta fosse apenas a egocentricidade humana, considerada por alguns estilo de vida, por outros uma doença curada com analgésicos e sorrisos falsos, além de palavras e pensamentos politicamente corretos.

Quisera eu que doença fosse apenas o mal da alma, ou do corpo, ou de ambos, mas nunca um vírus incurável do caráter humano gerado pela soberba, pela mentira e pela certeza da impunidade.

Quisera eu que felicidade fosse apenas postar “ estou feliz”, “namorando” em algum sítio de alguma rede social e não a busca incessante de curar essa angustia da certeza de tê-la guardado em algum lugar dentro de mim, mas nunca encontrá-la e, com isso, buscá-la em outras pessoas, aumentando minha angústia e frustação.

Quisera eu que demônios, espíritos, anjos, deuses, e todo tipo de criatura, quer seja do bem ou do mal, fossem apenas parte de mitologias misturadas com religiões, e não nossa própria consciência batendo a todo momento à nossa porta escondendo cada vez mais, retirando nossa humanidade e libertando o animal que mora dentro de cada um de nós.

 Quisera eu acreditar que amigos, são irmãos que ganhamos pela vida e não pessoas interesseiras que por pura incapacidade, incompetência, comodidade ou mesmo maldade, aproveitam-se de pessoas de bom coração, em troca de favores, dinheiro, status ou votos, ou pelo simples fato de enganar a quem só lhes deu amor.

Quisera eu acreditar que os seres humanos são originalmente seres bons, amáveis, sensíveis, preocupados com o lugar onde vivem e com as pessoas a sua volta, e não covardes que morrem de medo da morte e que para aceitarem a única certeza da vida, matam, roubam, buscam dinheiro, poder, sexo e satisfação na humilhação alheia.

Quisera eu não acreditar de forma tão veemente que a morte de um ser humano é tão só a forma de fazer justiça do universo.

De tudo ainda acredito no amor.

Edson Carvalho Miranda. 

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