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Paisagem lírica – Quadro poema

Autor: Daniel Fiúza

07/09/2011


Pintei de verde oliva a saudade
Num lindo pôr-do-sol colorido
De cinza o infinito da verdade
Espalhando-se no azul perdido.

Sinto a dor marrom da melancolia
Expressa bem no meio da beleza
Raios vermelhos burlam a alegria
Nas espumas brancas da certeza.

Lembranças amareladas do passado
Sonhando com a cor de rosa amor
Clareando o branco feio e desbotado
Escurecendo o preto do parto sem dor.

Na cor abóbora da angústia imagem
Que martelava um marrom glacê
Cores primitivas, em grito selvagem,
Olhar de azul ternura do meu padecer.

Misturas de escárnios em tons pastéis
Negras risadas nos mares aparentes
Encrespam ondas lilás, revoltas e infiéis
Em discursos de bolhas transparentes.

Na moldura ouro em vida prateada
Nas cores básicas do viver lacônico
Paisagem lírica de lodo encharcada
Lembranças grenás do olhar daltônico.

Venha, meu Poeta!



Venha, meu Poeta!

(Quinteneto)


Acordo no meu espaço.

Essa tristeza amordaço
Nessa manhã tão errada
Ouço uns passos na escada
Faltando tua voz amada
Infeliz, lençóis desfaço.

O tempo anda na calçada
E tropeça nas esquinas

Joga horas bailarinas
Um tempo que não sei parar
Na cidade vai se alastrar,
Mas não querendo me alarmar
Fecho, com medo, as cortinas.

Tento essa dor assimilar,
Mas ela sempre crescente
Continua, e quer me castigar.

O meu futuro é ausente
Caminha, manso na rua
Com o passado pactua
No presente, restitua
O nosso amor envolvente.

A lembrança sorridente
Voando como uma miragem
Vai me levar nessa viagem
Sempre viva em minha mente.

Venha com a pele inquieta
Àquele olhar silencioso
E seu querer amoroso
Nesse dia que é chuvoso
Escrever versos meu Poeta!


Lully

Os meus cabelos



Os meus cabelos


Como tu, amo meus cabelos
pois eles são domados pelo
deus do vento do oeste
e sulcam o ar com danças
extravagantes, como
loucos derviches.

Cabelos molhados, caindo
com ritmo sensual,
jogando gotas de prazer
sobre as costas nuas.

Esses cabelos que tu
enrolas nos dedos
quando, ao aparecer
o deus do amor,
o teu corpo treme
e, assim, me fazes
a tua deusa...


Lully



Borboletas tatuadas.

Quintanilha


Autor: Daniel Fiúza
29/08/2011


No pescoço, e num lugar secreto
Tatuaste duas lindas borboletas
Fiz as minhas buscas indiscretas
Agora na beleza me completas
Na tua arte o meu prazer projeto.

No colorido jardim de fadas
Tenho a visão sensual divina
No lindo voo de asas delicadas.

No teu belo corpo, tal miragem
A borboleta encanta o poeta
Que escolheu a sua predileta
Onde na loucura se projeta
Voando naquela bela tatuagem.

Sensual borboleta que alucina
Eu me enfronho nela no desejo,
Delineada e linda, na menina.




Conheça as regras da Quintanilha -



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Menina, mulher, amante

(Quintanilha)


Durmo como uma mulher-menina
Sonho em navegar no horizonte
Chegarei logo que o dia desponte
Não tendo nada que me amedronte
No mar com leveza feminina.

Teu barco veleja sob estrelas
Mão na tua mão nesse doce marear
Meu corpo com o teu içando velas.

Saboreamos juntos o doce luar
Nossas bocas com línguas ansiosas
Descobrindo marés tão sequiosas
Rendo-me às vontades deliciosas
Naufragando com prazer no teu mar.

Acordo como mulher-amante
Nessa manhã quente tão divina
Sorrio ao beijo do sol brilhante.

By Lully


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Constelação de sonhos


Num profundo momento da noite
Quando o sol da meia-noite acordou,
anjos subiram os degraus da escada
que as estrelas formavam.
A lua nesse instante estava escondida no céu
e sorria para o mar.

Alguns anjos falavam:
A vida é como o mar
cheio de mistérios, perigos, belezas, surpresas.
E ao compasso das emoções
sons noturnos eram sussurados pelo vento
e compunham uma doce melodia
com os sentimentos mais serenos e belos.

Uma estrela cadente escorregava no céu
e caiu dentro de um coração.
O brilho mágico do olhar do amor
reluziu nesse coração.
As estrelas resplandeciam com ternura
e eram ao mesmo tempo ocultas pela luz do sol
Só os puros em espírito
conseguiam sentir o doce aroma dessa noite.

Anjos brincavam, sorriam
Várias estrelas cadentes escorregavam pelo céu
e várias pessoas podiam fazer um pedido.
Uma chuva de sentimentos se despertavam no sono.
Sonhos feitos de nuvens de algodão doce
enchiam de alegria o sorriso de uma criança
Sonhos feito de pó de estrelas
coloriam o desenho de um menino.
O mundo se enchia de esperança.

Basta sonhar
e pedir àquela estrela cadente
que seus sonhos se tornem realidade!


Luana de Mello

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